A informação é um ativo que, como qualquer outro ativo importante, é essencial para que os negócios de uma organização e, consequentemente, necessita ser adequadamente protegida. isso é especialmente importante no ambiente dos negócios, cada vez mais interconectado. Como um resultado deste incrível aumento da interconectividade, a informação está agora exposta a um crescente número e uma variedade de ameaças e vulnerabelidades.
A informação pode existir de diversas formas. Ela pode ser impressa ou escrita em papél, armazenada eletronicamente, transmitida pelo correio ou por meios eletrônicos, apresentadas em filmes ou falada em conversas. seja qual for a forma apresentada ou o meio através no qual a informação é compartilhada ou armazenada, é recomendada que ela seja sempre protegida adequadamente. Sendo assim, qualquer que seja a instituição, tem que está consciente do valor da informação como um diferencial competitivo, adotar uma série de ações para proteger as informações dos seus clientes, colaboradores, parceiros e fornecedores. Desta forma, devem trabalhar tendo como compromisso garantir que as informações estejam sempre seguras durante todas as atividades profissionais realizadas na organização. Uma informação segura possui três caracteristicas básicas: Disponibilidade (está, quando autorizado, sempre acessível e utilizável), Integridade (estar completa, atualizada e precisa) e Confidencialidade (não está disponível ou ser divulgada a indivíduos ou organizações não autorizadas).
FALANDO DE REDE WIRELESS
O que são Redes Wireless?
A palavra wireless provém do inglês: wire (fio, cabo); less (sem); ou seja: sem fios. Wireless então caracteriza qualquer tipo de conexão para transmissão de informação sem a utilização de fios ou cabos. Uma rede sem fio é um conjunto de sistemas conectados por tecnologia de rádio através do ar. Pela extrema facilidade de instalação e uso, as redes sem fio estão crescendo cada vez mais. Dentro deste modelo de comunicação, enquadram-se várias tecnologias, como Wi-Fi, InfraRed (infravermelho), bluetooth e Wi-Max.
Seu controle remoto de televisão ou aparelho de som, seu telefone celular e uma infinidade de aparelhos trabalham com conexões wireless. Podemos dizer, como exemplo lúdico, que durante uma conversa entre duas pessoas, temos uma conexão wireless, partindo do principio de que sua voz não utiliza cabos para chegar até o receptor da mensagem.
Nesta categoria de redes, há vários tipos de redes que são: Redes Locais sem Fio ou WLAN (Wireless Local Area Network), Redes Metropolitanas sem Fio ou WMAN (Wireless Metropolitan Area Network), Redes de Longa Distância sem Fio ou WWAN (Wireless Wide Area Network), redes WLL (Wireless Local Loop) e o novo conceito de Redes Pessoais Sem Fio ou WPAN (Wireless Personal Area Network).
As aplicações de rede estão dividas em dois tipos: aplicações indoor e aplicações outdoor. Basicamente, se a rede necessita de comunicação entre dois ambientes, a comunicação é realizada por uma aplicação outdoor (dois prédios de uma mesma empresa, por exemplo). A comunicação dentro de cada um dos prédios é caracterizada como indoor. A comunicação entre os dois prédios é realizada por uma aplicação outdoor.
Como funcionam?
Através da utilização portadoras de rádio ou infravermelho, as WLANs estabelecem a comunicação de dados entre os pontos da rede. Os dados são modulados na portadora de rádio e transmitidos através de ondas eletromagnéticas.
Múltiplas portadoras de rádio podem coexistir num mesmo meio, sem que uma interfira na outra. Para extrair os dados, o receptor sintoniza numa freqüência específica e rejeita as outras portadoras de freqüências diferentes.
Num ambiente típico, o dispositivo transceptor (transmissor/receptor) ou ponto de acesso (access point) é conectado a uma rede local Ethernet convencional (com fio). Os pontos de acesso não apenas fornecem a comunicação com a rede convencional, como também intermediam o tráfego com os pontos de acesso vizinhos, num esquema de micro células com roaming semelhante a um sistema de telefonia celular.
A topologia da rede é composta de que?
BSS (Basic Service Set) - Corresponde a uma célula de comunicação da rede sem fio.
STA (Wireless LAN Stations) - São os diversos clientes da rede.
AP (Access Point) - É o nó que coordena a comunicação entre as STAs dentro da BSS. Funciona como uma ponte de comunicação entre a rede sem fio e a rede convencional.
DS (Distribution System) - Corresponde ao backbone da WLAN, realizando a comunicação entre os APs.
ESS (Extended Service Set) - Conjunto de células BSS cujos APs estão conectados a uma mesma rede convencional. Nestas condições uma STA pode se movimentar de uma célula BSS para outra permanecendo conectada à rede. Este processo é denominado de Roaming.
< modos dois de configuradas ser podem WLANs redes> As Redes WLAN Podem ser configuradas como:
Ad-hoc mode – Independent Basic Service Set (IBSS)
A comunicação entre as estações de trabalho é estabelecida diretamente, sem a necessidade de um AP e de uma rede física para conectar as estações.
Infrastructure mode – Infrastructure Basic Service Set
A rede possui pontos de acessos (AP) fixos que conectam a rede sem fio à rede convencional e estabelecem a comunicação entre os diversos clientes.
Tecnologias empregadas
Há várias tecnologias envolvidas nas redes locais sem fio e cada uma tem suas particularidades, suas limitações e suas vantagens. A seguir, são apresentadas algumas das mais empregadas.
Sistemas Narrowband: Os sistemas narrowband (banda estreita) operam numa freqüência de rádio específica, mantendo o sinal de de rádio o mais estreito possível o suficiente para passar as informações. O crosstalk indesejável entre os vários canais de comunicação pode ser evitado coordenando cuidadosamente os diferentes usuários nos diferentes canais de freqüência.
Spread Spectrum: É uma técnica de rádio freqüência desenvolvida pelo exército e utilizado em sistemas de comunicação de missão crítica, garantindo segurança e rentabilidade. O Spread Spectrum é o mais utilizado atualmente. Utiliza a técnica de espalhamento espectral com sinais de rádio freqüência de banda larga, foi desenvolvida para dar segurança, integridade e confiabilidade deixando de lado a eficiência no uso da largura de banda. Em outras palavras, maior largura de banda é consumida que no caso de transmissão narrowaband, mas deixar de lado este aspecto produz um sinal que é, com efeito, muito mais ruidoso e assim mais fácil de detectar, proporcionando aos receptores conhecer os parâmetros do sinal spread-spectrum via broadcast. Se um receptor não é sintonizado na freqüência correta, um sinal spread-spectrum inspeciona o ruído de fundo. Existem duas alternativas principais: Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS) e Frequency Hopping Spread Spectrum (FHSS).
CRIPTOGRAFIA
Do correio eletrônico à telefonia celular, do acesso seguro a servidores WEB à moeda eletrônica, a criptografia é parte essencial dos sistemas de informação de hoje. A criptografia ajuda a imputar responsabilidade, promover a justiça, prover acurácia e privacidade. Pode prevenir fraudes em comércio eletrônico e garantir a validade de transações financeiras. Usada apropriadamente, protege a anonimidade e fornece provas de identidade de pessoas. Pode impedir vândalos de alterarem sua página na internet e competidores industriais de lerem seus documentos confidenciais. Com o comércio seguindo sua marcha pelas redes de computadores, a criptografia se tornará cada vez mais vital. Mas a criptografia hoje existente no mercado não fornece a segurança que apregoa seu marketing. A maioria desses sistemas são projetados e implementados não por criptógrafos, mas por engenheiros que pensam que a criptografia é como qualquer outra tecnologia de computadores. Não é. Você não pode tornar um sistema seguro simplesmente acrescentando criptografia como uma medida adicional. Você precisa saber o que está fazendo a cada passo do caminho, da concepção até a implementação do sistema. Bilhões de dólares são gastos em segurança de computadores, e quase todo este dinheiro é desperdiçado em produtos inseguros. Afinal, criptografia fraca parece idêntica à criptografia forte na vitrine de software. Dois produtos de encriptação de correio eletrônico no mercado têm interface de usuário praticamente idênticas, enquanto um deles é seguro e o outro permite bisbilhotagem. Uma tabela contendo comparações entre recursos pode sugerir que dois produtos tenham funcionalidade similar, embora um possa ter furos comprometedores de segurança e o outro não. Um criptógrafo experiente pode reconhecer a diferença. Determinados tipos de criminosos também poderão. A segurança de computadores hoje em dia é um castelo de cartas; pode se manter de pé por agora, mas não vai durar. Muitos produtos inseguros ainda não foram quebrados porque ainda estão em sua infância, mas à medida em que se tornem mais e mais usados, tornar-se-ão alvos atraentes para criminosos. A imprensa divulgará os ataques, minando a confiança do público nesses sistemas. No final, produtos sobreviverão no mercado de acordo com a robustez de sua segurança.
A garantia de 100% de segurança é uma falácia, mas podemos trabalhar em direção a 100% de aceitação de riscos. Fraudes existem nas formas usuais de comércio: dinheiro pode ser falsificado, cheques adulterados ou roubados, números de cartão de crédito copiados. Mesmo assim esses sistemas ainda têm sucesso porque seus benefícios e conveniências compensam as perdas. Cofres, fechaduras e cortinas – mecanismos de privacidade – não são perfeitos mas com freqüência são bons o suficiente. Um bom sistema criptográfico atinge o equilíbrio entre o que é possível e o que é aceitável. A criptografia forte pode resistir com sucesso a ataques que lhe são direcionados até um certo ponto – o ponto onde se torna mais fácil obter, de alguma outra maneira, a informação que ele protege. Um sistema criptográfico, não importa quão seguro, não irá impedir que alguém vasculhe seu lixo. Mas pode perfeitamente prevenir ataques de colheita de dados: ninguém conseguirá vasculhar suficientes latas de lixo para montar a lista de todos os usuários de AZT do país. A boa notícia sobre criptografia é que já temos os algoritmos e protocolos para proteger nossos sistemas. A má notícia é que esta foi a parte mais fácil: implementações bem sucedidas requerem especialização considerável. As áreas de segurança na informática que interagem com pessoas – gerência de chaves, segurança da interface homem/máquina e controle de acesso – freqüentemente desafiam análise. As disciplinas de infra-estrutura de chaves públicas, segurança do software, segurança de computadores, segurança de redes e projeto de hardware inviolável são também pouco compreendidas. Companhias muitas vezes fazem mal a parte fácil e implementam algoritmos e protocolos inseguros. Mas mesmo assim, na prática raramente a criptografia é quebrada por causa, ou através, de sua matemática; outras peças do sistema são mais fáceis de serem quebradas. O protocolo mais seguro já inventado poderá facilmente sucumbir a um ataque simples se não for dado atenção a detalhes mais complexos e sutis sobre sua implementação. A segurança do browser Netscape 1.0 caiu devido a uma falha no seu gerador de números randômicos. As falhas podem estar em qualquer lugar: no modelo de ameaças, no projeto do sistema, na implementação do software ou do hardware, ou na gerência do sistema. Segurança é uma cadeia, onde um único elo fraco pode quebrar todo o sistema. Bugs fatais à segurança podem estar em partes do software distantes dos módulos que implementam serviços de segurança, e uma decisão de projeto que não tenha nada a ver com segurança poderá criar uma falha de segurança. Uma vez encontrada uma falha de segurança, pode-se consertá-la. Mas encontrar as falhas, para início de conversa, pode ser extremamente difícil. Segurança é diferente de qualquer outro requisito de projeto, porque nele funcionalidade não é igual a qualidade: se um editor de texto imprime corretamente, sabe-se que a função de impressão funciona. Segurança é diferente: só porque um cofre reconhece a combinação correta para abri-lo, não significa que seu conteúdo está seguro contra um chaveiro ou arrombador. Nenhuma quantidade de testes beta revelará todas as falhas de segurança de um sistema, e não haverá nenhum teste possível que prove a ausência destas falhas.


